Acerte os hábitos e combata as pedras nos rins

 

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Quem já passou por uma crise de cálculo renal já conhece bem os sintomas: dores na região lombar que, após ficarem mais intensas, começam a se espalhar para a região abdominal e genital.

Casos como esse estão cada vez mais comuns em hospitais. “Casos de pedra no rim aumentaram, em média, 20% no pronto-socorro”, explica o urologista Gustavo Alarcon

De acordo com o especialista, há técnicas que são capazes de evitar a formação de cálculos renais. “A visita constante ao urologista ou nefrologista é o primeiro passo para se livrar desse problema”, afirma o urologista.

“Aliado a algumas mudanças de hábito, o tratamento evita a maioria das crises de cólica renal.”

Mesmo que as dicas para evitar pedras no rim sejam bastante difundidas, existem alguns maus hábitos que passam despercebidos por pessoas que sofrem com esse problema.

Confira alguns fatores de risco que aumentam as chances de pedra nos rins.

Histórico família

Antes de prestar atenção nos hábitos do cotidiano que aumentam as chances de formação de cálculo renal, é preciso deixar claro que algumas pessoas estão geneticamente mais dispostas a sofrer com esse problema.

“Algumas pessoas têm distúrbios na hora de absorver minerais no intestino, o que facilita o acúmulo desses nutrientes nos rins”, conta o urologista Roberto Eid Maluf.

Como essa característica é hereditária, pessoas com parentes próximos que já sofreram com cólicas renais possuem mais chances de desenvolver o problema.

Por isso, é preciso que as visitas ao médico aconteçam pelo menos de seis em seis meses para evitar crises.

Tomar pouca água

A desidratação pode ser considerada um dos principais fatores da formação de cálculos renais.

De acordo com o urologista Gustavo Alarcon, quanto mais água bebemos, mais o sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários ao organismo.

Se bebemos pouca água, a concentração de minerais, como cálcio, sódio e magnésio, fica maior em nossa urina, que fica menos solúvel e aumenta o risco de formação de cristais nos rins?, diz o profissional.

Segundo o urologista Roberto Maluf, muitas pessoas ficam um dia inteiro sem tomar um copo de água sequer.

Elas não sabem como esse hábito prejudica os rins, pois é preciso beber no mínimo dois litros de água para manter o corpo realmente hidratado, explica.

Para saber a quantidade de água indicada para ser consumida, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03.

Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. Pode ser água, chá, água de coco, sucos e tudo que hidrate e refresque.

Ficar muito tempo sem ir ao banheiro

Com a rotina agitada, é difícil ir ao banheiro sempre que a vontade de urinar aparece. Mas segurar a urina durante muito tempo prejudica o funcionamento dos rins e aumenta as chances de infeção urinária.

“É possível observar um ciclo envolvendo infecção urinária e a formação de cálculos renal, já que a formação de cristais na maioria das vezes causa infecções, enquanto as infecções aumentam bastante as chances de pedra no rim”, diz o especialista Gustavo Alarcon.

Ingerir muito sódio

O sódio, assim como outros minerais, é importante para o bom funcionamento do organismo, mas, em grandes quantidades, aumenta as chances da formação de micro cristais nos rins, pois impede a absorção de cálcio pelo organismo.

Aproximadamente 70% dos cálculos renais são formados desse mineral. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de sódio da população brasileira é de 12 gramas – mais que o dobro do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Como as pessoas comem muito fora de casa, além de consumirem muitos alimentos embutidos e industrializados, o consumo de sódio fica bastante elevado, afetando os níveis adequados desse mineral no corpo, podendo causar a formação de pedras no rim”, explica o urologista Gustavo Alarcon.

Álcool

“O álcool é o grande vilão para quem sofre com pedras nos rins, pois dá a impressão de matar a sede, mas, na verdade, está nos deixando cada vez mais desidratados”, explica Roberto Eid Maluf.

O álcool inibe um hormônio antidiurético produzido pelo organismo, chamado vasopressina. Esse hormônio faz o corpo reabsorver certa quantidade de água existente na urina, o que impediria a desidratação.

“Com o álcool na corrente sanguínea, toda a água que seria reaproveitada é excretada, facilitando a formação de micro cristais nos rins”, diz o médico.

Consumo de carne vermelha

As proteínas, encontradas em grande quantidade na carne vermelha, facilitam o acúmulo de ácido úrico nas juntas e nos rins, causando crises de gota e de cólicas renais.

“O excesso de ácido úrico corresponde a 10% dos casos de formação de cálculos e, por isso, quem tem propensão a esse problema deve controlar o consumo de carne vermelha e outras fontes de proteínas”, diz Roberto Eid Maluf.

Tomate e cálcio

Há algum tempo atrás, uma dieta pobre em cálcio era aconselhada para todas as pessoas que tinham predisposição a ter cálculos renais. Mas quem continua acreditando nisso, pode piorar ainda mais o problema.

“Novos estudos mostram que o consumo de alimentos ricos em cálcio não age diretamente na formação de cálculos”, diz o urologista Roberto Maluf. “Na verdade, não se sabe exatamente por que, mas o cálcio protege os rins de problemas.”

Outro componente que antes era inimigo da dieta e agora passou para o lado dos aliados da saúde dos rins é o tomate.

Os médicos achavam que o oxalato de cálcio contido nas sementes dessa fruta poderia contribuir para a formação de cálculo renal.

Mas recentes estudos mostraram que as sementes de tomate só têm 1% dessa substância, o que não é o bastante para provocar malefícios aos rins.

O efeito do tomate é o inverso: o fruto possui quantidades significantes de citrato, mesma substância encontrada nas frutas cítricas, o que impede a formação de pedras.

Referência: Texto extraído do site http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/14182-acerte-os-habitos-e-combata-as-pedras-nos-rins

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